segunda-feira, 28 de maio de 2007

Um tiro fatal
Rúbia Menezes

Voltando a falar de Jornalismo Investigativo, o caso Emily, assassinada na porta de casa, teve outro enredo. As invsetigações apontavam como assassino um menor de apenas 13 anos de idade e seus comparsas. Nesta quinta feira o delegado Marcos Roberto da Silva alegou que a polícia civil prendeu o menino errado. Esta informação causou polêmica, pois onde está o jornalismo investigativo? Onde está a verdadeira informação? A imprensa foi na busca tão famigerada da informação que se esqueceu de que, para poder passar uma informação ao telespectador, deve-se checar e muito bem as informações antes de repassar para o telespectador.
O que houve foi que no inicio dessa semana foi preso em São Paulo um jovem que admitiu ter dado o tiro que matou Emily, ele se apresentou à Polícia acompanhado de uma irmã. Agora devemos nos perguntar: Bastou prenderem o garoto errado e o soltarem pra se tomar alguma atitude quanto a checagem das informações certas e corretas? A imprensa agiu certo quanto a não checar as informações antes de divulgá-las?
A Promotora da Vara da Infância e Juventude de São Vicente, Drª Maria Pia Woelz Prandini, fez um requerimento solicitando ao juíz que cuida do caso para que o primeiro garoto preso voltasse a depor. Por mais de 1 hora o garoto prestou novos esclarecimentos e acusou alguns policiais de coação, inocentando o próprio delegado e mais dois investigadores. Agora cabe ao Delegado Seccional, Dr. Elpídio Ferrarezi e a Corregedoria da Polícia Civil apurarem os fatos e o que de fato ocorreu.
Cabe também a imprensa checar os fatos antes de divulgarem notícias "oficiosas" à população, onde está o jornalismo verdadeiramente investigativo?

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Várias faces de uma só moeda
Raphael Andrade

A morte do publisher Octavio Frias de Oliveira trouxe a tona duas palavras esquecidas pelos veículos de comunicação, a independência jornalística e a liberdade. Muitos jornais e revistas se julgam como sendo completamente independentes e detentores da tão sonhada liberdade. Mas será que ao menos estes veículos sabem o que isto significa, ou até mesmo a importância que estas duas palavras possuem no meio jornalístico?
Para Tasso Jereissati, presidente do PSDB “O Frias representa o jornalismo feito com independência e liberdade”, mas quando se depara com o conteúdo de seu jornal a realidade é outra. Como, por exemplo, que independência há em mostrar o Papa durante cinco dias (todos os dias que esteve no Brasil) ocupando toda a abertura do jornal, com cadernos especiais. E a sociedade? Era tão importante assim para a população? Todos tiveram que aderir ao Papa, querendo ou não.
Para Paulo Maluf, atualmente deputado federal pelo PP-SP “Era um homem perfeito: ético e corajoso ao extremo. Inaugurou uma nova forma de jornalismo no Brasil, de ouvir todos os lados. Fez um jornal pluralista para que o leitor formasse seu ponto de vista”. Afirmar isto é algo difícil de ser feito, em plena consciência. Será que realmente neste século XXI se alcançou o equilíbrio no jornalismo? Atualmente há o equilíbrio entre repórteres e editores, editores e seus “patronos”, notícia e público?
Este assunto é algo sério no qual deve ser repensado por todos os veículos de comunicação, pois o maior engajamento para o jornalista e para o jornalismo é o seu compromisso com o público. O jornalismo como ponto de vista se distância da ética, outro assunto delicado de ser tratado, pois faz com que a ideologia se sobressaia, tenha mais força.
A independência jornalística não está na neutralidade, na imparcialidade, que são conceitos mais subjetivos do que a própria verdade como diz Bill Kovach e Tom Rosenstiel em Os Elementos do Jornalismo. “Escrever uma matéria tratando de ser justo com os dois lados da história talvez não seja o ideal de verdade”. Contudo a nossa profissão sofre com essa tentativa de alcançar a independência, sem ao menos tentar entendê-la, “para que isso aconteça, o próximo passo é que os jornalistas deixem bem claro a quem dedicam sua lealdade prioritária”, Bill Kovach e Tom Rosenstiel.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Democratização da mídia e cidadania
Gustavo Delacorte

Não há dúvida de que os meios de comunicação influenciam diretamente muitos acontecimentos. Tendo como base essa afirmação, podemos imaginar o interesse dos poderosos em terem o maior número de concessões possíveis nessa área, seduzidos pela possibilidade de favorecimento sobre a opinião pública. Um exemplo claro disso é a influência que a Rede Globo de Televisão exerceu na formação política e econômica do Brasil, detalhadamente analisada no documentário britânico Muito Além do Cidadão Kane, de 1993, proibido no Brasil desde sua estréia devido a uma ação judicial movida por Roberto Marinho.
A notável carência do acesso a informação na época, em comparação aos dias de hoje, foi o principal obstáculo que impediu a circulação do vídeo, mantendo a opinião pública às cegas e a situação amplamente benéfica para quem estava no controle.
Com a recente popularização da Internet a divulgação do documentário tornou-se maior, permitindo que qualquer cidadão interessado no assunto o assista e tire suas próprias conclusões, seja em casa ou na lan house mais próxima, em alguns endereços da rede como o YouTube e o Video Google, e que até mesmo faça o download da obra no Centro de Mídia Independente.
Casos como esse fortalecem a importância da democratização da mídia. A cidadania é a condição da pessoa natural que, como membro de um Estado, encontra-se no gozo dos direitos que lhe permitem participar da vida política do mesmo. Sendo assim, o acesso ao conhecimento em hipótese nenhuma deve ser omitido ou dificultado, pois sem informação não há cidadania nem educação.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Jornalismo Investigativo, qual seu significado para a Imprensa?
Rúbia Menezes

O Jornalismo tem como papel informar e transmitir mensagens à população, mas ao mesmo tempo tem como objetivo investigar e denunciar o que há de errado, não só a sociedade, mas também às autoridades.
Nesse ramo do Jornalismo, houve muitos fatos, entre os quais destacamos a morte do jornalista Tim Lopes, que investigava o tráfico de drogas em um morro no Rio de Janeiro quando foi brutalmente assassinado pelos próprios bandidos, outro caso de destaque foi quando o jornalista Roberto Cabrini em 1994, na época trabalhando na Rede Globo de Televisão, entrevistou Paulo César Farias (o PC) em seu “esconderijo” que até então ninguém sabia onde era, até porque ele era dado como foragido da justiça. Ele fora acusado na época que era tesoureiro de campanha do então candidato a Presidente da República Fernando Collor de Mello de desviar uma grande quantidade de dinheiro, fora preso e liberado tempos depois devido a um habeas corpus. No mesmo ano foi encontrado morto com um tiro no peito ao lado da então namorada Suzana Marcolino em sua casa de praia em Maceió (AL).
Nesses casos, amplamente divulgados pela mídia, o que se vê é um fato real, não uma mera coincidência. Fatos são apurados pela imprensa, que na maioria dos casos são levados às autoridades, que por sua vez nem sempre faz-se investigar completamente, pior ainda, acobertam os criminosos, as vezes até fazem do crime uma queima de arquivo. O que há de fato é que nem sempre as autoridades fazem uma investigação do jeito que tem que ser e quando o fazem, nem sempre se investiga direito. Precisamos fazer do Jornalismo Investigativo, algo melhor.