sexta-feira, 20 de abril de 2007

Os perigos da tecnologia
Gustavo Delacorte

As profissões vêm sofrendo mudanças devido ao processo evolutivo que as novas tecnologias trazem ao nosso dia-a-dia. Com tanta informação chegando, cada vez mais rápido, fica fácil que até um exímio profissional, com amplo conhecimento em diversas especificações, tenha dificuldade em conciliar a inacabável fonte de recursos que todos os dias nos surpreende com o surgimento de algo novo. Como a comunicação no geral está, principalmente e de forma direta, ligada a essas questões, o profissional jornalista inteiramente agrega-se nessa reflexão.
A concepção do que é o jornalismo atualmente, para muitos, torna-se quase utópica quando imaginada separadamente dos inúmeros meios facilitadores que a tecnologia até hoje nos trouxe. É justamente com essa visão fechada, total dependente do mundo virtual, que muitos jornalistas deixam a desejar para com a sociedade, pois acabam acostumando-se com o conforto proporcionado por tal artefato e, demonstram menos profundidade e interesse nos assuntos. Em retaliação a essa decadência da categoria, alguns profissionais, muitos deles jornalistas mais velhos, procuram evitar o contato com as novas ferramentas, preservando as raízes tradicionais da profissão.
Diante do radicalismo dos tecnomaníacos de um lado e, dos que lutam contra isso do outro, o que o estudante de jornalismo pode esperar para seu futuro? A resposta para essa pergunta, na verdade, é praticamente impossível de se obter. O mais saudável para quem se depara com essa questão é não se render às praticidades tecnológicas, aproveitando-as de maneira produtiva e não permitindo que o comodismo traga futuras decepções.

Um comentário:

Eduardo Cavalcanti disse...

Bom artigo. O grupo de vocês tem tudo para produzir um blog interessante. Continuem assim. Vocês podem, também, comentar temas que estão evidência na mídia, por exemplo. Verão que há muitas matérias 'pedindo' um contraponto.