Vergonha Nacional
Rúbia Menezes
Na última quarta-feira, dia 13 de junho, a ex-prefeita de São Paulo e atual Ministra do Turismo Marta Suplicy, ao explicar a situação do caos aéreo que tomou conta do Brasil no último feriado, deu a seguinte declaração:
“Relaxa e goza, porque depois você vai esquecer todos os transtornos”.
Marta Suplicy após a polêmica disse que os aeroportos são prioridade para o Brasil e que a meta principal é fornecer uma linha de financiamento para adquirir novas aeronaves, já que o mercado não suporta a demanda atual. O que está acontecendo é que há poucos aviões para tantas pessoas viajando.
Muito se fala em valorizar o Turismo no Brasil, mas o que precisa é capacitar as pessoas que trabalham nesse ramo. Esse caos aéreo se instalou em 2006 após o acidente com a aeronave da Gol que matou 154 pessoas e até hoje se propaga.
O turismo é a maior fonte de renda no Brasil, são vários os projetos voltados para essa área, mas o que falta realmente é investimento.
O Brasil é belo, bonito, realmente tudo de bom, mas o que falta é os nossos governantes terem atitude em melhorar nosso Turismo.
OBS: Essa matéria deveria ter sido publicada na última 6ª feira, mas devido a problemas de acesso, não foi possível postar
quinta-feira, 14 de junho de 2007
sexta-feira, 8 de junho de 2007
Raphael Andrade
Desde os tempos mais antigos a questão entre ciência e religião entram em um conflito direto. Entram em conflito, pois cada lado defende o seu ideal do que é realmente verdadeiro, defende a sua verdade, rejeitando a união entre si.
Para os cientistas, a ciência esta ligada ao real, ao verdadeiro, tentando explicar ao homem desde sua origem, a origem do mundo, dos cosmos, do universo a que estamos atrelados. Mas a ciência tenta explicar tudo isso através de dados, fatos, e provas que compactuem com a realidade que é mostrada ao homem. Então a ciência é um esforço secular de reunir, através de um pensamento sistemático, os fenômenos perceptíveis deste mundo, é a tentativa de reconstrução posterior da existência pelo processo da conceituação.
A grande questão é que os seres humanos tendem a fugir da realidade, dos problemas do mundo, da morte. Com base nisso o homem acaba criando um mundo separado do real, um mundo onde tenta se criar respostas das quais nem os cientistas conseguem responder. O homem cria um refúgio para si próprio, cria a fé em algo, uma crença.
Através desta necessidade de se apoiar em algo que não é real - que foi o caso até mesmo do surgimento dos mitos - surge à religião, que são como sonhos da alma humana que só podem ser vistos através da fé e não cientificamente. São fatos que não possuem provas de terem realmente acontecido, apenas quem tem fé pode crer nesta “realidade”. A religião pode ser definida como um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que a humanidade considera como sobrenatural, divino e sagrado.
Ao contrário da ciência, a religião não exige uma fundamentação racional.
Um conflito surge entre a ciência e a religião, por exemplo, quando uma comunidade religiosa insiste na absoluta veracidade de todos os relatos registrados na Bíblia. Isso significa uma intervenção da religião na esfera da ciência; é aí que se insere a luta da Igreja contra as doutrinas de Galileu e Darwin. Por outro lado, representantes da ciência tem constantemente tentado chegar a juízos fundamentais com respeito a valores e fins com base no método científico, pondo-se assim em oposição à religião.
Portanto estes dois discursos sempre entraram em conflito, pois, a modernidade, o próprio avanço tecnológico sustenta alguns impasses e retarda qualquer tipo de conciliação entre cientistas e religiosos. As pesquisas recentes com células-tronco, a clonagem e até mesmo os alimentos geneticamente modificados contrapõem ciência e religião, levantando uma questão: até onde vai o poder da ciência para se criar vida?
Postado por
Equipe Contraponto
às
23:29:00
sábado, 2 de junho de 2007
Gustavo Delacorte
Em um mundo com a produção e transmissão de informações dominadas, cada vez mais, por poucas mãos – grandes grupos econômicos –, falar de independência no jornalismo torna-se uma tarefa complicada. Jornais, revistas e emissoras de TV e rádio ficam sob o controle dos chamados oligopólios, limitando, muitas vezes, o trabalho dos profissionais da área. Com isso, o mundo jornalístico sofre, por exemplo, com a banalização das grandes matérias, com a desmoralização do formato clássico de reportagens e noticiários de TV, devido à diminuição de espaço no ar cedido para programas de outras finalidades, geralmente banais, porém, economicamente favoráveis para suas respectivas emissoras, dentre outras desvantagens para o mundo da notícia.
“Pela primeira vez na nossa história, as notícias estão sendo produzidas cada vez mais por companhias fora do jornalismo, e essa nova organização econômica é importante. Nós estamos enfrentando a possibilidade de o noticiário independente ser substituído por interesses comerciais apresentados como notícia.”, dizem Bill Kovach e Tom Rosenstiel, autores do livro Os Elementos do Jornalismo, resultado de uma pesquisa abrangente entre jornalistas e cidadãos norte-americanos, mas que também vale para os brasileiros, que descreve a teoria e a cultura do jornalismo.
Podemos relacionar a afirmação de Kovach e Rosenstiel com a dificuldade de uma parte da mídia dos EUA em falar sobre o massacre no Instituto Politécnico da Virgínia, em Blacksbug, onde morreram 33 vítimas, incluindo o agressor, Cho Seung-hui. O caso fortaleceu novamente a discussão sobre o porte de armas no país, que possui leis que permitem que qualquer pessoa porte uma arma.
Não faz muito tempo que essa mesma questão sobre o porte de armas foi pauta evidente nos veículos de todo o Brasil. A Rede Globo, maior emissora de televisão do país, apoiou insistentemente a proibição do comércio legal de armas. Na Internet, fora divulgada a informação que a mesma se preparava para, em parceria com a Glock (fabricante austríaca de pistolas semi-automáticas), instalar no Brasil "A Maior Empresa de Segurança Privada do País", e que já estava tudo preparado para a instalação do novo empreendimento na cidade de Campinas. Sem poder ter o direito de portar uma arma, o povo brasileiro teria de contratar seguranças particulares que, por fim, seriam funcionários da empresa austríaca.
Casos como o massacre no Instituto Politécnico da Virgínia e a defesa do porte de arma para todo cidadão, nas declarações de alguns veículos jornalísticos, como os da Fox e da CNN, nos EUA, e o referendo sobre o porte legal de armas no Brasil, com o apoio da Rede Globo para a proibição do comércio ilegal de armas no país, exemplificam a falta de independência citada parágrafos acima. Felizmente, a população brasileira deixou transparecer que não aceita mais “invenções”, nem remédios milagrosos para o combate de problemas sérios como o da segurança pública e disse não ao referendo.
Afinal, onde estava a independência na cobertura da Rede Globo na campanha do referendo? Onde estava a lealdade à população? Uma opinião, caso seja de uso jornalístico, precisa estar baseada em coisas mais substanciais do que em crenças pessoais, no caso, a da empresa. O jornalismo é baseado em levantar os dados, aprender, entender e a educar. A obrigação especial do jornalismo é ser o guardião atento, o mocinho e não o bandido.
Postado por
Equipe Contraponto
às
01:27:00
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Rúbia Menezes
Voltando a falar de Jornalismo Investigativo, o caso Emily, assassinada na porta de casa, teve outro enredo. As invsetigações apontavam como assassino um menor de apenas 13 anos de idade e seus comparsas. Nesta quinta feira o delegado Marcos Roberto da Silva alegou que a polícia civil prendeu o menino errado. Esta informação causou polêmica, pois onde está o jornalismo investigativo? Onde está a verdadeira informação? A imprensa foi na busca tão famigerada da informação que se esqueceu de que, para poder passar uma informação ao telespectador, deve-se checar e muito bem as informações antes de repassar para o telespectador.
Postado por
Equipe Contraponto
às
21:03:00
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Raphael Andrade
A morte do publisher Octavio Frias de Oliveira trouxe a tona duas palavras esquecidas pelos veículos de comunicação, a independência jornalística e a liberdade. Muitos jornais e revistas se julgam como sendo completamente independentes e detentores da tão sonhada liberdade. Mas será que ao menos estes veículos sabem o que isto significa, ou até mesmo a importância que estas duas palavras possuem no meio jornalístico?
Para Tasso Jereissati, presidente do PSDB “O Frias representa o jornalismo feito com independência e liberdade”, mas quando se depara com o conteúdo de seu jornal a realidade é outra. Como, por exemplo, que independência há em mostrar o Papa durante cinco dias (todos os dias que esteve no Brasil) ocupando toda a abertura do jornal, com cadernos especiais. E a sociedade? Era tão importante assim para a população? Todos tiveram que aderir ao Papa, querendo ou não.
Para Paulo Maluf, atualmente deputado federal pelo PP-SP “Era um homem perfeito: ético e corajoso ao extremo. Inaugurou uma nova forma de jornalismo no Brasil, de ouvir todos os lados. Fez um jornal pluralista para que o leitor formasse seu ponto de vista”. Afirmar isto é algo difícil de ser feito, em plena consciência. Será que realmente neste século XXI se alcançou o equilíbrio no jornalismo? Atualmente há o equilíbrio entre repórteres e editores, editores e seus “patronos”, notícia e público?
Este assunto é algo sério no qual deve ser repensado por todos os veículos de comunicação, pois o maior engajamento para o jornalista e para o jornalismo é o seu compromisso com o público. O jornalismo como ponto de vista se distância da ética, outro assunto delicado de ser tratado, pois faz com que a ideologia se sobressaia, tenha mais força.
A independência jornalística não está na neutralidade, na imparcialidade, que são conceitos mais subjetivos do que a própria verdade como diz Bill Kovach e Tom Rosenstiel em Os Elementos do Jornalismo. “Escrever uma matéria tratando de ser justo com os dois lados da história talvez não seja o ideal de verdade”. Contudo a nossa profissão sofre com essa tentativa de alcançar a independência, sem ao menos tentar entendê-la, “para que isso aconteça, o próximo passo é que os jornalistas deixem bem claro a quem dedicam sua lealdade prioritária”, Bill Kovach e Tom Rosenstiel.
Postado por
Equipe Contraponto
às
08:43:00
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Democratização da mídia e cidadania
Gustavo Delacorte
Não há dúvida de que os meios de comunicação influenciam diretamente muitos acontecimentos. Tendo como base essa afirmação, podemos imaginar o interesse dos poderosos em terem o maior número de concessões possíveis nessa área, seduzidos pela possibilidade de favorecimento sobre a opinião pública. Um exemplo claro disso é a influência que a Rede Globo de Televisão exerceu na formação política e econômica do Brasil, detalhadamente analisada no documentário britânico Muito Além do Cidadão Kane, de 1993, proibido no Brasil desde sua estréia devido a uma ação judicial movida por Roberto Marinho.
A notável carência do acesso a informação na época, em comparação aos dias de hoje, foi o principal obstáculo que impediu a circulação do vídeo, mantendo a opinião pública às cegas e a situação amplamente benéfica para quem estava no controle.
Com a recente popularização da Internet a divulgação do documentário tornou-se maior, permitindo que qualquer cidadão interessado no assunto o assista e tire suas próprias conclusões, seja em casa ou na lan house mais próxima, em alguns endereços da rede como o YouTube e o Video Google, e que até mesmo faça o download da obra no Centro de Mídia Independente.
Casos como esse fortalecem a importância da democratização da mídia. A cidadania é a condição da pessoa natural que, como membro de um Estado, encontra-se no gozo dos direitos que lhe permitem participar da vida política do mesmo. Sendo assim, o acesso ao conhecimento em hipótese nenhuma deve ser omitido ou dificultado, pois sem informação não há cidadania nem educação.
Postado por
Equipe Contraponto
às
19:15:00
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Rúbia Menezes
O Jornalismo tem como papel informar e transmitir mensagens à população, mas ao mesmo tempo tem como objetivo investigar e denunciar o que há de errado, não só a sociedade, mas também às autoridades.
Nesse ramo do Jornalismo, houve muitos fatos, entre os quais destacamos a morte do jornalista Tim Lopes, que investigava o tráfico de drogas em um morro no Rio de Janeiro quando foi brutalmente assassinado pelos próprios bandidos, outro caso de destaque foi quando o jornalista Roberto Cabrini em 1994, na época trabalhando na Rede Globo de Televisão, entrevistou Paulo César Farias (o PC) em seu “esconderijo” que até então ninguém sabia onde era, até porque ele era dado como foragido da justiça. Ele fora acusado na época que era tesoureiro de campanha do então candidato a Presidente da República Fernando Collor de Mello de desviar uma grande quantidade de dinheiro, fora preso e liberado tempos depois devido a um habeas corpus. No mesmo ano foi encontrado morto com um tiro no peito ao lado da então namorada Suzana Marcolino em sua casa de praia em Maceió (AL).
Nesses casos, amplamente divulgados pela mídia, o que se vê é um fato real, não uma mera coincidência. Fatos são apurados pela imprensa, que na maioria dos casos são levados às autoridades, que por sua vez nem sempre faz-se investigar completamente, pior ainda, acobertam os criminosos, as vezes até fazem do crime uma queima de arquivo. O que há de fato é que nem sempre as autoridades fazem uma investigação do jeito que tem que ser e quando o fazem, nem sempre se investiga direito. Precisamos fazer do Jornalismo Investigativo, algo melhor.
Postado por
Equipe Contraponto
às
14:38:00
sexta-feira, 27 de abril de 2007
Cidadão ou Consumidor?
Raphael Andrade
Um dia após o massacre ocorrido na universidade de Virginia , por Cho Seung-Hui a Folha de S.Paulo publica, em meio a notícias importantes e preocupantes da capa, uma publicidade da Rede Wal-Mart, algo até então “normal” nos dias de hoje, principalmente na Folha que sempre introduz uma publicidade em meio a capa.
O que mais chocou realmente não foi a chamada do vídeo liberado pelo atirador muito menos as matérias de capa, mas sim a frase que havia na publicidade “Trabalhando para você viver melhor...Veja no Especial Wal-Mart”. O especial ou informe publicitário como quiserem chamar, era “simplesmente” um outro jornal contido na Folha com “somente”, 19 páginas.
A reação foi única, o questionamento se fez nas perguntas, onde o jornalismo vai parar? Isso é jornalismo?
Jornalismo e negócio não podem ser ligados da forma que acontece atualmente, a conhecida relação Igreja – Estado tem que andar separadamente, pois quando andam em conjunto perde-se um dos maiores, se não o maior princípio do jornalismo, a responsabilidade social.
O jornalismo se tornou um grande negócio, atrelando-se à “verdade” do anunciante, mesmo sabendo que a verdade jornalística inexiste.
O conteúdo comercial não pode intervir no conteúdo editorial, pois a conseqüência da sua união é reconhecer o cidadão não mais como tal, mas como consumidor.
“A verdade é trazer à luz os fatos ocultos, estabelecer uma relação entre eles e montar um quadro da realidade sobre o qual os homens possam agir”, frase de Walter Lippmann, traduz o jornalismo. Informar, interpretar e explicar é a função do jornalista.
Por isso os futuros jornalistas têm que encarar esta profissão com uma visão diferente da atual, sabendo que o nosso dever e compromisso são para com o cidadão, fazendo com que o jornalismo seja informação e não marketing.
Postado por
Equipe Contraponto
às
01:22:00
sexta-feira, 20 de abril de 2007
Gustavo Delacorte
As profissões vêm sofrendo mudanças devido ao processo evolutivo que as novas tecnologias trazem ao nosso dia-a-dia. Com tanta informação chegando, cada vez mais rápido, fica fácil que até um exímio profissional, com amplo conhecimento em diversas especificações, tenha dificuldade em conciliar a inacabável fonte de recursos que todos os dias nos surpreende com o surgimento de algo novo. Como a comunicação no geral está, principalmente e de forma direta, ligada a essas questões, o profissional jornalista inteiramente agrega-se nessa reflexão.
A concepção do que é o jornalismo atualmente, para muitos, torna-se quase utópica quando imaginada separadamente dos inúmeros meios facilitadores que a tecnologia até hoje nos trouxe. É justamente com essa visão fechada, total dependente do mundo virtual, que muitos jornalistas deixam a desejar para com a sociedade, pois acabam acostumando-se com o conforto proporcionado por tal artefato e, demonstram menos profundidade e interesse nos assuntos. Em retaliação a essa decadência da categoria, alguns profissionais, muitos deles jornalistas mais velhos, procuram evitar o contato com as novas ferramentas, preservando as raízes tradicionais da profissão.
Diante do radicalismo dos tecnomaníacos de um lado e, dos que lutam contra isso do outro, o que o estudante de jornalismo pode esperar para seu futuro? A resposta para essa pergunta, na verdade, é praticamente impossível de se obter. O mais saudável para quem se depara com essa questão é não se render às praticidades tecnológicas, aproveitando-as de maneira produtiva e não permitindo que o comodismo traga futuras decepções.
Postado por
Equipe Contraponto
às
19:44:00
quinta-feira, 19 de abril de 2007
Nome: ContraPonto
Tema: Jornalismo: o que o futuro nos reserva?
Objetivo: Tratar de assuntos que atualmente envolvem o mundo do jornalismo.
Formato: O Blog terá publicações semanais, eventualmente toda sexta-feira, com um tema a ser discutido. As publicações serão feitas, por cada integrante da Equipe ContraPonto.
Junto da primeira publicação de cada mês será inserido o nosso PodCast. O pod segue a mesma linha do Blog, mas com debates, crítica jornalística, análises e comentários de toda a Equipe ContraPonto.
Público Alvo: Jornalistas, estudantes de jornalismo e interessados no geral.
Equipe ContraPonto: Gustavo Delacorte, Raphael Andrade Vieira e Rubia Menezes.
Postado por
Equipe Contraponto
às
11:23:00